quinta-feira, 24 de maio de 2012
Agora é o Thi!
Xi
Agora é o tchi
Que chegou aqui
prá fazer você sorrir
Olhe para frente
Olhe para cima
Vá seguindo em frente
Vá vivendo a vida
(Por quê?)
Xi
Agora é o tchi
Que chegou aqui
prá fazer você sorrir
Siga na balada
Vá vivendo a vida
Abra um sorriso
Olhe para cima
(Por quê?)
Xi
Agora é o tchi
Que chegou aqui
prá fazer você sorrir
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
À Nicole
Se for para deixar-te
Deixo-te a insensatez
o sem juízo,
a falta de siso
e o riso
Se for para deixar-te
Deixo-te o tédio
o rio, o mar,
o saber-amar
Se for para deixar-te
Deixo-te o lero-lero
o bem-me quero
o parque no dia de sol
o peixe brilhante no anzol
Se for para deixar-te
Deixo-te os livros todos
e seus mundos todos
O sem-cerimônia
do eterno espiar
De for para deixar-te
Deixo-te casa, carro, tesouro
moedas, panelas e ouros.
Deixo também o aviso:
livre-se desses besouros
[que te dão asas mas não te fazem voar]
Se for para deixar-te
Deixo-te meu corpo
como saco de pancadas
e vudu de alfinetadas
Se for para deixar-te
Deixo-te o olho ingênuo
a mão aberta
os lábios puros
a alma nua
Se for para deixar-te
Deixo-te a neve que aquece a lembrança
o sol que varre a lambança
o vento e seu ciciar
o bento do pestanejar
Se for para deixar-te
Deixo-te nada
para que possas ser tudo
no remoto do tempo
no eterno do espaço
Deixo-te a insensatez
o sem juízo,
a falta de siso
e o riso
Se for para deixar-te
Deixo-te o tédio
o rio, o mar,
o saber-amar
Se for para deixar-te
Deixo-te o lero-lero
o bem-me quero
o parque no dia de sol
o peixe brilhante no anzol
Se for para deixar-te
Deixo-te os livros todos
e seus mundos todos
O sem-cerimônia
do eterno espiar
De for para deixar-te
Deixo-te casa, carro, tesouro
moedas, panelas e ouros.
Deixo também o aviso:
livre-se desses besouros
[que te dão asas mas não te fazem voar]
Se for para deixar-te
Deixo-te meu corpo
como saco de pancadas
e vudu de alfinetadas
Se for para deixar-te
Deixo-te o olho ingênuo
a mão aberta
os lábios puros
a alma nua
Se for para deixar-te
Deixo-te a neve que aquece a lembrança
o sol que varre a lambança
o vento e seu ciciar
o bento do pestanejar
Se for para deixar-te
Deixo-te nada
para que possas ser tudo
no remoto do tempo
no eterno do espaço
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Esquinas
Na vida são muitas
Esquinas vertidas
Andares sem volta
Nas voltas da vida
Primeiras esquinas
Olhares do novo
Nem sempre o bom
Às vezes renovo
Esquinas erradas
Em ruas vazias
Bueiros abertos
A tristes sangrias
Luminares esquinas
Ao céu caminhantes
Nas trilhas da luz
Limiares errantes
Esquinas sombrias
Têm cheiro de morte
Sorvendo marotas
O fausto da sorte
Esquinas vertidas
Andares sem volta
Nas voltas da vida
Primeiras esquinas
Olhares do novo
Nem sempre o bom
Às vezes renovo
Esquinas erradas
Em ruas vazias
Bueiros abertos
A tristes sangrias
Luminares esquinas
Ao céu caminhantes
Nas trilhas da luz
Limiares errantes
Esquinas sombrias
Têm cheiro de morte
Sorvendo marotas
O fausto da sorte
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Uma oitava mais cedo
Altivo se lança ao luar
Cativo somente do ser
Viver ao mais e depois
Fazer da vida o melhor
De mim, triste figura
Cadente ao léu padecer
Sorrir jamais no pensar
Viver da vida o pior
Fidalgo rampante ao caminho
Matreiro embriaga os momentos
Sorver o doce sereno
Fazer da vida o melhor
No copo, enxergo o vazio
Deserto em teias rasteiras
Sombrio azeda o tempo
Viver da vida o pior
Charmoso alteia os olhos
Saltando profundos abismos
Sereno avança tranqüilo
Fazendo da vida o melhor
No topo, mergulho ao fundo
No céu desespero absurdo
Sozinho afundo comigo
Vivendo da vida o pior
Por isso saio ligeiro
E deixo o galante faceiro
Pois de nós o acorde ligeiro
Saiu uma oitava mais cedo
Cativo somente do ser
Viver ao mais e depois
Fazer da vida o melhor
De mim, triste figura
Cadente ao léu padecer
Sorrir jamais no pensar
Viver da vida o pior
Fidalgo rampante ao caminho
Matreiro embriaga os momentos
Sorver o doce sereno
Fazer da vida o melhor
No copo, enxergo o vazio
Deserto em teias rasteiras
Sombrio azeda o tempo
Viver da vida o pior
Charmoso alteia os olhos
Saltando profundos abismos
Sereno avança tranqüilo
Fazendo da vida o melhor
No topo, mergulho ao fundo
No céu desespero absurdo
Sozinho afundo comigo
Vivendo da vida o pior
Por isso saio ligeiro
E deixo o galante faceiro
Pois de nós o acorde ligeiro
Saiu uma oitava mais cedo
Passageiros
Construção múltipla de sentidos
Um ser de passagem
Em mundos sem norte
Pegadas no futuro
Um jogo de dados
Ou um dado no jogo
Progresso que no caos nasce
E na ordem cresce
Mudança constante
Em eternas travessias
Um ser de passagem
Em mundos sem norte
Pegadas no futuro
Um jogo de dados
Ou um dado no jogo
Progresso que no caos nasce
E na ordem cresce
Mudança constante
Em eternas travessias
Limites
Do fim só sabe
Quem o atravessou
O caminho conhece
O retornante
A cabeceira da ponte
O caminhante
Fronteiras se voltam para dentro
Barreiras te prendem no ventre
Do fim só sabe
Quem já o passou
Quem o atravessou
O caminho conhece
O retornante
A cabeceira da ponte
O caminhante
Fronteiras se voltam para dentro
Barreiras te prendem no ventre
Do fim só sabe
Quem já o passou
Leite e Sangue
Espantalhos de vida
Cadinhos velados
Solitárias alegrias
Suplícios da esperança
Celebrações de traidores
Chacais
Pétalas nodosas
Calor de torturas
Despertar de trevas
Sangue
Sabores de morte
Angústias pacíficas
Dores conjuntas
Confiar em vazios
Covis de amigos
Borboletas
Pestilências diáfanas
Frios carinhos
Aurora do belo
Leite
Cadinhos velados
Solitárias alegrias
Suplícios da esperança
Celebrações de traidores
Chacais
Pétalas nodosas
Calor de torturas
Despertar de trevas
Sangue
Sabores de morte
Angústias pacíficas
Dores conjuntas
Confiar em vazios
Covis de amigos
Borboletas
Pestilências diáfanas
Frios carinhos
Aurora do belo
Leite
Assinar:
Comentários (Atom)