Na vida são muitas
Esquinas vertidas
Andares sem volta
Nas voltas da vida
Primeiras esquinas
Olhares do novo
Nem sempre o bom
Às vezes renovo
Esquinas erradas
Em ruas vazias
Bueiros abertos
A tristes sangrias
Luminares esquinas
Ao céu caminhantes
Nas trilhas da luz
Limiares errantes
Esquinas sombrias
Têm cheiro de morte
Sorvendo marotas
O fausto da sorte
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Uma oitava mais cedo
Altivo se lança ao luar
Cativo somente do ser
Viver ao mais e depois
Fazer da vida o melhor
De mim, triste figura
Cadente ao léu padecer
Sorrir jamais no pensar
Viver da vida o pior
Fidalgo rampante ao caminho
Matreiro embriaga os momentos
Sorver o doce sereno
Fazer da vida o melhor
No copo, enxergo o vazio
Deserto em teias rasteiras
Sombrio azeda o tempo
Viver da vida o pior
Charmoso alteia os olhos
Saltando profundos abismos
Sereno avança tranqüilo
Fazendo da vida o melhor
No topo, mergulho ao fundo
No céu desespero absurdo
Sozinho afundo comigo
Vivendo da vida o pior
Por isso saio ligeiro
E deixo o galante faceiro
Pois de nós o acorde ligeiro
Saiu uma oitava mais cedo
Cativo somente do ser
Viver ao mais e depois
Fazer da vida o melhor
De mim, triste figura
Cadente ao léu padecer
Sorrir jamais no pensar
Viver da vida o pior
Fidalgo rampante ao caminho
Matreiro embriaga os momentos
Sorver o doce sereno
Fazer da vida o melhor
No copo, enxergo o vazio
Deserto em teias rasteiras
Sombrio azeda o tempo
Viver da vida o pior
Charmoso alteia os olhos
Saltando profundos abismos
Sereno avança tranqüilo
Fazendo da vida o melhor
No topo, mergulho ao fundo
No céu desespero absurdo
Sozinho afundo comigo
Vivendo da vida o pior
Por isso saio ligeiro
E deixo o galante faceiro
Pois de nós o acorde ligeiro
Saiu uma oitava mais cedo
Passageiros
Construção múltipla de sentidos
Um ser de passagem
Em mundos sem norte
Pegadas no futuro
Um jogo de dados
Ou um dado no jogo
Progresso que no caos nasce
E na ordem cresce
Mudança constante
Em eternas travessias
Um ser de passagem
Em mundos sem norte
Pegadas no futuro
Um jogo de dados
Ou um dado no jogo
Progresso que no caos nasce
E na ordem cresce
Mudança constante
Em eternas travessias
Limites
Do fim só sabe
Quem o atravessou
O caminho conhece
O retornante
A cabeceira da ponte
O caminhante
Fronteiras se voltam para dentro
Barreiras te prendem no ventre
Do fim só sabe
Quem já o passou
Quem o atravessou
O caminho conhece
O retornante
A cabeceira da ponte
O caminhante
Fronteiras se voltam para dentro
Barreiras te prendem no ventre
Do fim só sabe
Quem já o passou
Leite e Sangue
Espantalhos de vida
Cadinhos velados
Solitárias alegrias
Suplícios da esperança
Celebrações de traidores
Chacais
Pétalas nodosas
Calor de torturas
Despertar de trevas
Sangue
Sabores de morte
Angústias pacíficas
Dores conjuntas
Confiar em vazios
Covis de amigos
Borboletas
Pestilências diáfanas
Frios carinhos
Aurora do belo
Leite
Cadinhos velados
Solitárias alegrias
Suplícios da esperança
Celebrações de traidores
Chacais
Pétalas nodosas
Calor de torturas
Despertar de trevas
Sangue
Sabores de morte
Angústias pacíficas
Dores conjuntas
Confiar em vazios
Covis de amigos
Borboletas
Pestilências diáfanas
Frios carinhos
Aurora do belo
Leite
Razão
Praia deserta
De certezas vazia
Estéril filão
Torpeza de sentidos
Enxugando em áspide
Fogo e paixão
Pura razão
Nula visão
Amarga agonia
De certezas vazia
Estéril filão
Torpeza de sentidos
Enxugando em áspide
Fogo e paixão
Pura razão
Nula visão
Amarga agonia
Interlúdio
As sombras antigas
Projetam-se sólidas
Da criança os pés cravejados
Apegos insólitos e arrimos solícitos
Amigos do medo do desconhecido.
As luzes faceiras
Incendeiam clareiras
Do ancião os ares prolongados
Afetos tardios e abraços bravios
Afagos ao ópio do que já passou.
Projetam-se sólidas
Da criança os pés cravejados
Apegos insólitos e arrimos solícitos
Amigos do medo do desconhecido.
As luzes faceiras
Incendeiam clareiras
Do ancião os ares prolongados
Afetos tardios e abraços bravios
Afagos ao ópio do que já passou.
Revolução
Às armas!
Derrubem muralhas, rompam bastilhas,
Lancem por terra os medievais!
Aos profetas, novas profecias,
Silêncio aos que não ouvirem,
Morte às vozes dos tradicionais!
Às armas!
Pintem de negro os bustos burgueses,
Uivem em fúria os filhos do vento!
Ao povo ensinem o pensar,
Aos doutores, a cartilha dos sãos,
Ai dos que se ouvir lamento!
Às armas!
Aos dominados, os hábitos pobres,
Ergam-se novos os filisteus!
Dos ricos, os hábitos seus,
Novo hino, nova bandeira,
Dêem ao povo os símbolos seus!
Às armas!
Queimem os livros e escrevam inauditos,
O novo saber de quem têm o poder!
Ao outro o meu,
Mulheres roubadas, sementes plantadas,
Os genes dos filhos que vão nascer!
Às armas!
Cortem os ossos e façam exemplos,
Ditem as regras do que é o ser!
Ensinem aos ingratos o seu coração,
É sua a história, de muito contá-la,
Derrubem os templos do seu velho ser!
Às armas!
Derrubem muralhas, rompam bastilhas,
Lancem por terra os medievais!
Aos profetas, novas profecias,
Silêncio aos que não ouvirem,
Morte às vozes dos tradicionais!
Às armas!
Pintem de negro os bustos burgueses,
Uivem em fúria os filhos do vento!
Ao povo ensinem o pensar,
Aos doutores, a cartilha dos sãos,
Ai dos que se ouvir lamento!
Às armas!
Aos dominados, os hábitos pobres,
Ergam-se novos os filisteus!
Dos ricos, os hábitos seus,
Novo hino, nova bandeira,
Dêem ao povo os símbolos seus!
Às armas!
Queimem os livros e escrevam inauditos,
O novo saber de quem têm o poder!
Ao outro o meu,
Mulheres roubadas, sementes plantadas,
Os genes dos filhos que vão nascer!
Às armas!
Cortem os ossos e façam exemplos,
Ditem as regras do que é o ser!
Ensinem aos ingratos o seu coração,
É sua a história, de muito contá-la,
Derrubem os templos do seu velho ser!
Às armas!
Brincadeira de Criança
Bizarro arremedo
De um triste folguedo.
O vento em chamas
Corta as carnes do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
Funesto brinquedo
Das mãos inocentes.
A brasa em bala
Rompe as entranhas do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
Malquisto segredo
Desperta o demônio.
Das chamas no vento
Vara os poros do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
De um triste folguedo.
O vento em chamas
Corta as carnes do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
Funesto brinquedo
Das mãos inocentes.
A brasa em bala
Rompe as entranhas do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
Malquisto segredo
Desperta o demônio.
Das chamas no vento
Vara os poros do corpo azedo –
Um tiro ressoa ao luar.
Despertar
No sonho as marcas sangrentas do despertar
Opaco viço
Do real os doloridos tentáculos
Lacrimejantes avançam em nódoas porosas
Estipêndios arrancados de nobres vilanias
Mormaço pico
Dos raios que brilham
Ardentes incêndios alastram
Na alva torpores do mundo
Confuso mito
Do viver a constante incerteza
Rasga no fundo suave beleza
Opaco viço
Do real os doloridos tentáculos
Lacrimejantes avançam em nódoas porosas
Estipêndios arrancados de nobres vilanias
Mormaço pico
Dos raios que brilham
Ardentes incêndios alastram
Na alva torpores do mundo
Confuso mito
Do viver a constante incerteza
Rasga no fundo suave beleza
Palavras
Tênues eufêmicas
Expressões do pensar
Pobres imagens
Do ente profundo
Pedras à mente
Do nórdico ser
Garranchos em fiapos de seda
Pálidos reflexos no tecido espelhado
Dos ricos pensamentos
Vagas lembranças de
Verdades intensas
Partes constantes
De coisas-em-si
Que em si nada são
Pois quimeras
Palavras
Expressões do pensar
Pobres imagens
Do ente profundo
Pedras à mente
Do nórdico ser
Garranchos em fiapos de seda
Pálidos reflexos no tecido espelhado
Dos ricos pensamentos
Vagas lembranças de
Verdades intensas
Partes constantes
De coisas-em-si
Que em si nada são
Pois quimeras
Palavras
Louco
Pare!
Ande! Mexa-se!
Os bichos das sombras se escondem
Na sombra dos bichos.
Veja!
Tome! Mude!
Se falo o que penso é por
Pensar o que falo.
Cante!
Ria! Melodia!
Na rua dos contos
Encontro uma rosa
Que brilha no escuro
E dorme na guia.
Corra!
Fuja! Pinte!
Sou perigoso pois
Sei do gostoso.
Se bebo em prazer
Não fujo ao viver.
Mate!
Morra! Finja!
Não temo o morrer
Pois vivo o sofrer.
As chuvas que caem
Já não me atraem.
Ande! Mexa-se!
Os bichos das sombras se escondem
Na sombra dos bichos.
Veja!
Tome! Mude!
Se falo o que penso é por
Pensar o que falo.
Cante!
Ria! Melodia!
Na rua dos contos
Encontro uma rosa
Que brilha no escuro
E dorme na guia.
Corra!
Fuja! Pinte!
Sou perigoso pois
Sei do gostoso.
Se bebo em prazer
Não fujo ao viver.
Mate!
Morra! Finja!
Não temo o morrer
Pois vivo o sofrer.
As chuvas que caem
Já não me atraem.
Fênix
Ao céu a condeno!
Espreitar as nuvens
Cavalgando o vazio
Navegando sem rumo
De caça em caça
Eterno tormento!
As almas enxergar
Daqueles de quem se alimentar.
Nas penas cravadas as vidas perdidas
De garra em garra
O fogo buscará!
Atormentada em dores
Por uma vã liberdade.
Já no seguinte instante
Consciente será de suas cinzas
Que em dores se refarão!
Novo nascer
Voltar a morrer
Espreitar as nuvens
Cavalgando o vazio
Navegando sem rumo
De caça em caça
Eterno tormento!
As almas enxergar
Daqueles de quem se alimentar.
Nas penas cravadas as vidas perdidas
De garra em garra
O fogo buscará!
Atormentada em dores
Por uma vã liberdade.
Já no seguinte instante
Consciente será de suas cinzas
Que em dores se refarão!
Novo nascer
Voltar a morrer
Viagem em Névoas
Andarilho em trajes sombrios,
De ventanias presságio
Rasga caminhos na nuvem de seda.
Na tela pegadas de vento,
Poeira de velhas miragens
Traçam visões na tênue fumaça.
Da imagem os indícios
Projeções em neblina
Dissolvem no ar fantasias de teia.
Vestígios de devaneios
Pedaços de velhos sonhos
Iludem as almas na espessa cortina.
De ventanias presságio
Rasga caminhos na nuvem de seda.
Na tela pegadas de vento,
Poeira de velhas miragens
Traçam visões na tênue fumaça.
Da imagem os indícios
Projeções em neblina
Dissolvem no ar fantasias de teia.
Vestígios de devaneios
Pedaços de velhos sonhos
Iludem as almas na espessa cortina.
Cérebro
Rajadas cruzam meus nobres neurônios
Quantidades perdidas rasgando a rede
Rompendo sentidos do vão fragmento
Despertando em dores a sã consciência
Psico-bio-químico
Eletro-encéfalo-grama
Dor-vontade-desejo
Lampejos circulam nos finos dendritos
Dos axônios vertida a sede
Cortando caminhos no meio do vento
Lançando em cores a vil aparência
Psico-bio-químico
Eletro-encéfalo-grama
Dor-vontade-desejo
Ar aos pulmões bombear
Alimento no ventre acolher
No sono repouso alcançar
No lixo despojos verter
Bio-psico-químico
E sempre e novamente
Humanos profundamente
Quantidades perdidas rasgando a rede
Rompendo sentidos do vão fragmento
Despertando em dores a sã consciência
Psico-bio-químico
Eletro-encéfalo-grama
Dor-vontade-desejo
Lampejos circulam nos finos dendritos
Dos axônios vertida a sede
Cortando caminhos no meio do vento
Lançando em cores a vil aparência
Psico-bio-químico
Eletro-encéfalo-grama
Dor-vontade-desejo
Ar aos pulmões bombear
Alimento no ventre acolher
No sono repouso alcançar
No lixo despojos verter
Bio-psico-químico
E sempre e novamente
Humanos profundamente
Febre
Intensa
Me chega você
Toda cor e perfume
Inteira
Eu quero você
Em sabor e volume
Completa
Assim te espero
Toda partes e seios
Repleta
Eu quero você
Em amor e anseio
Me chega você
Toda cor e perfume
Inteira
Eu quero você
Em sabor e volume
Completa
Assim te espero
Toda partes e seios
Repleta
Eu quero você
Em amor e anseio
Paisagens
Morro tranqüilo
Em morros distantes
Amigos ausentes
As frutas falantes
São tênues as cores
Nos morros vibrantes
As falas silentes, eu
Morro galante
No parto sabia
Do morro a sentença
Cantigas dormentes
Na alma rampante
Em morros distantes
Amigos ausentes
As frutas falantes
São tênues as cores
Nos morros vibrantes
As falas silentes, eu
Morro galante
No parto sabia
Do morro a sentença
Cantigas dormentes
Na alma rampante
Ignaros
Mentes tacanhas
Somente pequenas
Tosco arremedo
do fútil brinquedo
Mentes restritas
Somente auditas
Fosco luzeiro
do febril vespeiro
Mentes vazias
Somente azias
Tristes pelegos
dos ágeis veleiros
Mentes malditas
Somente bonitas
Velho matreiro
do real realejo
Somente pequenas
Tosco arremedo
do fútil brinquedo
Mentes restritas
Somente auditas
Fosco luzeiro
do febril vespeiro
Mentes vazias
Somente azias
Tristes pelegos
dos ágeis veleiros
Mentes malditas
Somente bonitas
Velho matreiro
do real realejo
Cidadania
A Cida e
A Aninha
Se vão escorrendo aos muitos,
E se dando aos poucos.
Promessas de papel silente.
A Cida e
A Aninha
Pela porta dos fundos,
Fogem longe os franceses!
Travessas em mãos vazias.
A Cida e
A Aninha
Se perdem na fila dos direitos,
E ao dever se prendem escorreitos.
Dádivas de sentido inerte.
A Cida e
A Aninha
Buscaram do seu jeito aprender,
Pois o jeito é transcender –
Sistemas de partes sozinhas.
A Aninha
Se vão escorrendo aos muitos,
E se dando aos poucos.
Promessas de papel silente.
A Cida e
A Aninha
Pela porta dos fundos,
Fogem longe os franceses!
Travessas em mãos vazias.
A Cida e
A Aninha
Se perdem na fila dos direitos,
E ao dever se prendem escorreitos.
Dádivas de sentido inerte.
A Cida e
A Aninha
Buscaram do seu jeito aprender,
Pois o jeito é transcender –
Sistemas de partes sozinhas.
Cantiga Moderna
Já joguei o vídeo-game ê-ê
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Vida em janelas
De ciberespaços
Vazios de abraços
As telas de fundo
São a superfície
Da estéril planície
Já joguei o vídeo-game ê-ê
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Telescópios globais
Mantêm à distância
Os seres iguais
Microscópios de crédito
Inibem o sonho
Do serdes iguais
Já joguei o vídeo-game ê-ê
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Vida em janelas
De ciberespaços
Vazios de abraços
As telas de fundo
São a superfície
Da estéril planície
Já joguei o vídeo-game ê-ê
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Telescópios globais
Mantêm à distância
Os seres iguais
Microscópios de crédito
Inibem o sonho
Do serdes iguais
Já joguei o vídeo-game ê-ê
Naveguei ei-ei
Na Internet tê-tê
E a vi-da-á
Já olhei ei-ei
Pelo ca-, pelo cabo da TV
Conversa de Botequim
Ei João,
Desliga a televisão!
Viva sua vida por si,
Abrace o real, agarre-se a ele.
Sinta as dores, os cheiros, sabores,
Sangre e sue com água e sangue!
Ei José
Cê é um mané!
Preso no pó de seus pobres livros,
Não sabe da última a nova notícia.
Passa o tempo perdido no vento,
Cansando a cabeça com seus pensamentos!
Ei João,
Desliga a televisão!
Deixe as etéreas paragens,
E seus farrapos de vida.
Esqueça os fantasmas que a tela povoam,
Fale ao vizinho do dia de hoje!
Ei José,
Cê é um mané!
De mornos vizinhos já me estou cheio,
Trocá-los não vou e não quero,
Pelos doces segredos burgueses,
Em novelas desfiados.
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que acredita,
Nos sonhos vazios da pobre caixinha?
Nas vãs fantasias de grandes e tolas
Mesquinharias?
Ei José,
Cê é um mané!
Na tela eu vejo as tenras estrelas
Com brilhos nos olhos
Os olhos são meus!
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que não sabe que ela tem dono?
Seus filhos, seus pais, quem dela nasceu,
Nada mais são que os fariseus?
- Viva!
- Vivem!
- Pense!
- Pensam!
- Sinta!
- Sentem!
Desliga a televisão!
Viva sua vida por si,
Abrace o real, agarre-se a ele.
Sinta as dores, os cheiros, sabores,
Sangre e sue com água e sangue!
Ei José
Cê é um mané!
Preso no pó de seus pobres livros,
Não sabe da última a nova notícia.
Passa o tempo perdido no vento,
Cansando a cabeça com seus pensamentos!
Ei João,
Desliga a televisão!
Deixe as etéreas paragens,
E seus farrapos de vida.
Esqueça os fantasmas que a tela povoam,
Fale ao vizinho do dia de hoje!
Ei José,
Cê é um mané!
De mornos vizinhos já me estou cheio,
Trocá-los não vou e não quero,
Pelos doces segredos burgueses,
Em novelas desfiados.
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que acredita,
Nos sonhos vazios da pobre caixinha?
Nas vãs fantasias de grandes e tolas
Mesquinharias?
Ei José,
Cê é um mané!
Na tela eu vejo as tenras estrelas
Com brilhos nos olhos
Os olhos são meus!
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que não sabe que ela tem dono?
Seus filhos, seus pais, quem dela nasceu,
Nada mais são que os fariseus?
- Viva!
- Vivem!
- Pense!
- Pensam!
- Sinta!
- Sentem!
Auto-Ajuda
Trafego
Por entre prateleiras de
Publicidade esperneante
Proibindo a escolha do
Não escolher
Navego
Nas ondas matreiras de
Anúncios gritantes
Consumo compulso a te
Consumir
Renego
As cores faceiras em
Imagens vibrantes
Orgasmos de luz em
Incêndios de dor
Por entre prateleiras de
Publicidade esperneante
Proibindo a escolha do
Não escolher
Navego
Nas ondas matreiras de
Anúncios gritantes
Consumo compulso a te
Consumir
Renego
As cores faceiras em
Imagens vibrantes
Orgasmos de luz em
Incêndios de dor
Publicidade
Gergelim
Fresquinho
Docinho
Molinho
Quentinho
Durinho
Pudim
Saboroso
Cheiroso
Gostoso
Cremoso
Aipim
Frito
Cozido
Salgado
Alecrim
Crocante
Picante
Arlequim
Sangrado
Capim
Fresquinho
Docinho
Molinho
Quentinho
Durinho
Pudim
Saboroso
Cheiroso
Gostoso
Cremoso
Aipim
Frito
Cozido
Salgado
Alecrim
Crocante
Picante
Arlequim
Sangrado
Capim
Comércio
Eu
tinha
esse
Ele
tinha
aquele
Esse por Aquele
Eu
tinha
aquele
Ela
tinha
aquilo
Aquele por Aquilo
Eu
tinha
aquilo
Ela
tinha
aquele
Ele
tinha
esse
Nós tínhamos tudo
Então uma abelha zuniu
No ouvido do ele
E o esse valeu mais que o aquele
E o aquilo já não bastou
Queria aquele
E tinha o esse
Desejei...
Desejo de igual
Marcando eternas desavenças.
Pois, para ser igual,
Primeiro se descobrem as diferenças.
Dei mais por aquele
Do esse que tinha
Eterno prisioneiro seria
Vãos tesouros,
Por aqueles acumulados
Por esses perdidos
Por vidas trocados
tinha
esse
Ele
tinha
aquele
Esse por Aquele
Eu
tinha
aquele
Ela
tinha
aquilo
Aquele por Aquilo
Eu
tinha
aquilo
Ela
tinha
aquele
Ele
tinha
esse
Nós tínhamos tudo
Então uma abelha zuniu
No ouvido do ele
E o esse valeu mais que o aquele
E o aquilo já não bastou
Queria aquele
E tinha o esse
Desejei...
Desejo de igual
Marcando eternas desavenças.
Pois, para ser igual,
Primeiro se descobrem as diferenças.
Dei mais por aquele
Do esse que tinha
Eterno prisioneiro seria
Vãos tesouros,
Por aqueles acumulados
Por esses perdidos
Por vidas trocados
Tempo
Sou
Fui
Serei
Existo porque jamais existirei
Vivo das vidas a que escolhi
Você escorre, escorre
Tenho
Tive
Terei
Das vidas a que escolhi
Você escorre, escorre
Tenho porque jamais terei
Vivo
Vivi
Viverei
Você escorre, escorre
Escolhas que fiz
Vivo porque jamais viverei
Fui
Serei
Existo porque jamais existirei
Vivo das vidas a que escolhi
Você escorre, escorre
Tenho
Tive
Terei
Das vidas a que escolhi
Você escorre, escorre
Tenho porque jamais terei
Vivo
Vivi
Viverei
Você escorre, escorre
Escolhas que fiz
Vivo porque jamais viverei
Prece
Faz-me terra boa
De serôdias regada
Tecido vivo em húmus pulsante
Que eu seja raiz forte
Porosa e firme em ternos laços
Da seiva o fluxo vibrante
Guarda-me o caule lenhoso
Aos céus alçado faceiro
Em ventos fortes o calmante
Inspira-me os ramos
Em cores explodidos
Queima viva do ar vazante
De serôdias regada
Tecido vivo em húmus pulsante
Que eu seja raiz forte
Porosa e firme em ternos laços
Da seiva o fluxo vibrante
Guarda-me o caule lenhoso
Aos céus alçado faceiro
Em ventos fortes o calmante
Inspira-me os ramos
Em cores explodidos
Queima viva do ar vazante
Desânimo
Do fogo perduram as cinzas
Cicatrizes em pó vertidas
Lembranças no ar esvaídas
Do corpo baixam os ossos
Pétreas raízes em caixas enceradas
Memórias em cálcio de almas lavadas
Do brilho ficou o torpor
Sombras dançantes em tênues retinas
Registros gravados em negro
Da vida – dissabores
Gotas de morte em ternas agonias
Sopros rajados da peste vazia
Cicatrizes em pó vertidas
Lembranças no ar esvaídas
Do corpo baixam os ossos
Pétreas raízes em caixas enceradas
Memórias em cálcio de almas lavadas
Do brilho ficou o torpor
Sombras dançantes em tênues retinas
Registros gravados em negro
Da vida – dissabores
Gotas de morte em ternas agonias
Sopros rajados da peste vazia
Lamento
Ai
De mim,
Ser pobre e profano
Maculado e marcado
Por dores e amores!
Ai
De vós,
Cotidianos medíocres
Chorados e doídos
De sonhos e horrores!
Ai
De nós,
Diários de guerras
Em batalhas perdidas
Da morte os odores!
De mim,
Ser pobre e profano
Maculado e marcado
Por dores e amores!
Ai
De vós,
Cotidianos medíocres
Chorados e doídos
De sonhos e horrores!
Ai
De nós,
Diários de guerras
Em batalhas perdidas
Da morte os odores!
Fobias
Medo
Do que ameaça
Escuro
Perigos
Fantasmas
Alturas
Temor
Do medo acerca
Noite
Inimigos
Sustos
Quedas
Pavor
Do temor que irrompe
Cegueira
Mortes
Precipícios
Quebras
Horror
Do pavor desconhecido
Fantasmas
Esfinges
Pesadelos
Enigmas
Terror
Dos densos horrores
Cegueira
Mortes
Precipícios
Quebras
Fantasmas
Esfinges
Pesadelos
Enigmas
Angústia
Do eu que ameaça
Do precipício a queda não temer
Mas de nele eu me jogar
Do que ameaça
Escuro
Perigos
Fantasmas
Alturas
Temor
Do medo acerca
Noite
Inimigos
Sustos
Quedas
Pavor
Do temor que irrompe
Cegueira
Mortes
Precipícios
Quebras
Horror
Do pavor desconhecido
Fantasmas
Esfinges
Pesadelos
Enigmas
Terror
Dos densos horrores
Cegueira
Mortes
Precipícios
Quebras
Fantasmas
Esfinges
Pesadelos
Enigmas
Angústia
Do eu que ameaça
Do precipício a queda não temer
Mas de nele eu me jogar
O caminho do conhecimento
Datus
Acasos
Fragmentos
Pedaços
Sensações
Informătio
Ordem
Cálculo
Coerência
Percepções
Cognoscere
Sentidos
Análogos
Reflexos
Compreensões
Acasos
Fragmentos
Pedaços
Sensações
Informătio
Ordem
Cálculo
Coerência
Percepções
Cognoscere
Sentidos
Análogos
Reflexos
Compreensões
Ex
Ser ex é ser sempre
Pois se ex fui
Muitos sou
Se fui já sou
Pois se sou
É porque fui
Me querem ex
Mas sou sempre
Do que um dia fui
Levo comigo o que sou
Se sou já fui
Pois se fui
É porque sou
Pois se ex fui
Muitos sou
Se fui já sou
Pois se sou
É porque fui
Me querem ex
Mas sou sempre
Do que um dia fui
Levo comigo o que sou
Se sou já fui
Pois se fui
É porque sou
Criação
Te ponho no aquário
De um belo verde
Te faço notório
O mais entre os tais
Faça de tudo
Exceto o exceto
Da espada de fogo não passarás!
Da fonte do logos não beberás!
Viva tranqüilo
O muito viver
E fica sereno
Com reles poder
De um belo verde
Te faço notório
O mais entre os tais
Faça de tudo
Exceto o exceto
Da espada de fogo não passarás!
Da fonte do logos não beberás!
Viva tranqüilo
O muito viver
E fica sereno
Com reles poder
Téchne
Invento o possível
Aplico a contento
Poucos e vagos
Conhecimentos
Crio o invento
De fogo e do vento
Faço de pedras e paus,
Os meus instrumentos
Produzo ligeiro
Obras e artes –
Prendo o tempo
Nos meus momentos
Leves caprichos
Da alma vazia
Trazem sublimes
Emolumentos
Aplico a contento
Poucos e vagos
Conhecimentos
Crio o invento
De fogo e do vento
Faço de pedras e paus,
Os meus instrumentos
Produzo ligeiro
Obras e artes –
Prendo o tempo
Nos meus momentos
Leves caprichos
Da alma vazia
Trazem sublimes
Emolumentos
Traição
A verdade se esconde
Em vãs aparências
Fuga do âmago -
Shikizokuzeku
Partir, sem dizer,
Ao mundo e ao mesmo lugar
Ver e não poder enxergar
Lágrimas em olhos
Que não vão chorar
Sorrisos estreitos
Nas costas à espreita
Respostas vazias
A perguntas não feitas
Falam de abrigos e cavam jazigos
Em vãs aparências
Fuga do âmago -
Shikizokuzeku
Partir, sem dizer,
Ao mundo e ao mesmo lugar
Ver e não poder enxergar
Lágrimas em olhos
Que não vão chorar
Sorrisos estreitos
Nas costas à espreita
Respostas vazias
A perguntas não feitas
Falam de abrigos e cavam jazigos
O jardim de Annapurna
Outrora belo jardim
Descuidado quedou
Arrumá-lo necessário se faz
Dinheiro para um pagar
Para o um o trabalho fazer
Dividi-lo possível não é
Dinu, pobre coitado,
Dos pobres o mais coitado é.
Infeliz mortal.
Bishano, rasa figura,
Dos ricos desceu ao poço dos tristes.
Infeliz mortal.
Rogini, sombra de vida,
De moléstias sobrevive aos poucos.
Infeliz mortal.
Soubesse apenas de um,
Lépida escolheria.
Sabendo tanto de três,
Prostada me vejo por dias.
Como justiça fazer,
Sabendo o que não se devia?
Tornar iguais os diferentes,
Sendo diferentes os iguais?
Triste sina
De terceiros decidir
A sina.
Descuidado quedou
Arrumá-lo necessário se faz
Dinheiro para um pagar
Para o um o trabalho fazer
Dividi-lo possível não é
Dinu, pobre coitado,
Dos pobres o mais coitado é.
Infeliz mortal.
Bishano, rasa figura,
Dos ricos desceu ao poço dos tristes.
Infeliz mortal.
Rogini, sombra de vida,
De moléstias sobrevive aos poucos.
Infeliz mortal.
Soubesse apenas de um,
Lépida escolheria.
Sabendo tanto de três,
Prostada me vejo por dias.
Como justiça fazer,
Sabendo o que não se devia?
Tornar iguais os diferentes,
Sendo diferentes os iguais?
Triste sina
De terceiros decidir
A sina.
Flor de Tsuwa
No alvo deserto
Se ergue altaneira
Antecipa a manhã do mundo.
Do rigor extermo
Exuberante desperta
Segundo o viver do sol escondido.
Visionária, vislumbra clarões
Em meio a tramas de cinza.
Com fios alvos de linho,
Tece sua pele macia.
Romântica, chama os amados.
Mostrando a beleza dos seus oceanos,
Navega em mar deslizante.
Se ergue altaneira
Antecipa a manhã do mundo.
Do rigor extermo
Exuberante desperta
Segundo o viver do sol escondido.
Visionária, vislumbra clarões
Em meio a tramas de cinza.
Com fios alvos de linho,
Tece sua pele macia.
Romântica, chama os amados.
Mostrando a beleza dos seus oceanos,
Navega em mar deslizante.
Go-Jou
Soltar o sorriso
Largar a pestana
Armar a cabana
Viver com paixão!
A bola no ângulo
Vibrar o triângulo
O cheiro do sândalo
Amar o viver!
O chá de cadeira
Ficar numa beira
Comer a poeira
Matreiros enganos!
O sol contorcer
A lua fender
O forte vencer
Perdão a voar!
O não compreender
O ter que ceder
O intrometer
A vida viver!
Largar a pestana
Armar a cabana
Viver com paixão!
A bola no ângulo
Vibrar o triângulo
O cheiro do sândalo
Amar o viver!
O chá de cadeira
Ficar numa beira
Comer a poeira
Matreiros enganos!
O sol contorcer
A lua fender
O forte vencer
Perdão a voar!
O não compreender
O ter que ceder
O intrometer
A vida viver!
Koan
Da árvore caída
No bosque deserto
Som não se ouviu
Da água escorrendo
Na lua minguante
Reflexo não se viu
Da força do braço
Amplexos abraços
Teor não sentiu
No bosque deserto
Som não se ouviu
Da água escorrendo
Na lua minguante
Reflexo não se viu
Da força do braço
Amplexos abraços
Teor não sentiu
Caminhos
O ponto ao longe
Sentido caminho
Um prumo perpétuo
A direcionar
As dores da alma
Contrário sentido
Um rumo incerto
A desconsolar
Mistérios inócuos
Sentidos vazios
Palavras perdidas
A se decifrar
Uniformes de bronze
Sombrios sentidos
Os fardos eretos
A ameaçar
Sentido caminho
Um prumo perpétuo
A direcionar
As dores da alma
Contrário sentido
Um rumo incerto
A desconsolar
Mistérios inócuos
Sentidos vazios
Palavras perdidas
A se decifrar
Uniformes de bronze
Sombrios sentidos
Os fardos eretos
A ameaçar
Mitocôndrias
Eu
Alimento
Você
Energia
Eu
Sustento
Você
Alento
Eu
Potencial
Você
Gatilho
Eu
Crescimento
Você
Mantimento
Eu
Vivo
Você
Sobrevivo
Se alimenta e me dá energia
Se sustenta e me dá alento
Se prende e me faz prisioneiro
Se liberta e me dispara
Se impulsiona e me mantém
Se me dá a vida e se te dou a sua
Se de dois fizemos um,
cromo-somos
Alimento
Você
Energia
Eu
Sustento
Você
Alento
Eu
Potencial
Você
Gatilho
Eu
Crescimento
Você
Mantimento
Eu
Vivo
Você
Sobrevivo
Se alimenta e me dá energia
Se sustenta e me dá alento
Se prende e me faz prisioneiro
Se liberta e me dispara
Se impulsiona e me mantém
Se me dá a vida e se te dou a sua
Se de dois fizemos um,
cromo-somos
Estações
Da primavera lembro as flores
Perfumes rosas entoados
Fazendo em pétalas molhadas
Frutos de bem viver
Do verão sinto os calores
Marcados em ternos odores
Deixando as casas suntuosas
Espantando os seus bolores
No outono tênues laços
Se rompem em descompassos
Sorvendo sutis cascatas
Remando nas asas dos ventos
Do inverno sonhos distantes
De longas horas hibernadas
Laçando em fitas depuradas
Cristais de neve do saber
Perfumes rosas entoados
Fazendo em pétalas molhadas
Frutos de bem viver
Do verão sinto os calores
Marcados em ternos odores
Deixando as casas suntuosas
Espantando os seus bolores
No outono tênues laços
Se rompem em descompassos
Sorvendo sutis cascatas
Remando nas asas dos ventos
Do inverno sonhos distantes
De longas horas hibernadas
Laçando em fitas depuradas
Cristais de neve do saber
Desperdício
Viver tanto
E tão pouco viver
- Angústia dos que dormem.
Em sombra se passam
Buscando reflexos
Correr tanto
E tão pouco alcançar
- Sina dos perdidos.
Aos espelhos de atiram
Saturando os sonhos.
Sorrir tanto
E tão pouco chorar
- Embuste dos desenganados.
Aos outros revelam
Suas dunas caiadas
Sofrer tanto
E tão pouco aprender
- destino dos apressados.
Cicatrizes colecionam
Em peles cloradas.
E tão pouco viver
- Angústia dos que dormem.
Em sombra se passam
Buscando reflexos
Correr tanto
E tão pouco alcançar
- Sina dos perdidos.
Aos espelhos de atiram
Saturando os sonhos.
Sorrir tanto
E tão pouco chorar
- Embuste dos desenganados.
Aos outros revelam
Suas dunas caiadas
Sofrer tanto
E tão pouco aprender
- destino dos apressados.
Cicatrizes colecionam
Em peles cloradas.
Big Brother
Em castelos de vidro
Me escondo de mim
De tudo que mostro
O nada que vejam
No meu despudor
Me disfarço assim
Na ausência da cor
Invento segredos
Por um vazio na vida
Me entrego assim
Alegrias estéreis
Em uma vida dormida
Me escondo de mim
De tudo que mostro
O nada que vejam
No meu despudor
Me disfarço assim
Na ausência da cor
Invento segredos
Por um vazio na vida
Me entrego assim
Alegrias estéreis
Em uma vida dormida
Caminho do Vento
Enxergo o que não vejo
Sonho utópicas utopias
Corro atrás do vento.
Faço de castelos nuvens
Vivo sombras sombrias
Navego em cimento.
Encontro idéias perdidas
Penso teóricas teorias
Nasço ao relento.
Busco tesouros de tolos
Caço remotas remissões
Sopro cataventos.
Atiro pedras aos amigos
Falo fúteis futilidades
Mato o tempo.
Sonho utópicas utopias
Corro atrás do vento.
Faço de castelos nuvens
Vivo sombras sombrias
Navego em cimento.
Encontro idéias perdidas
Penso teóricas teorias
Nasço ao relento.
Busco tesouros de tolos
Caço remotas remissões
Sopro cataventos.
Atiro pedras aos amigos
Falo fúteis futilidades
Mato o tempo.
Vanderlei
Brilhou nos seus olhos
Fugiu de seus dedos
De herói por um dia
Para herói da história
De um povo que luta
E sabe vencer
Real e vibrante
É seu sorriso marcante
De quem traz nos olhos
O ouro errante
Fugiu de seus dedos
De herói por um dia
Para herói da história
De um povo que luta
E sabe vencer
Real e vibrante
É seu sorriso marcante
De quem traz nos olhos
O ouro errante
Flaviana
Cachos em ondas
Contornos de fadas
Molduras
Glacê nos seus olhos
Brilhos melados
Vitrines
Montanhas e vales
Declives e acentos
Espelhos
Neve em seus braços
Suspiros molhados
Imagens
Nuvens em laço
Ternos compassos
Miragens
Contornos de fadas
Molduras
Glacê nos seus olhos
Brilhos melados
Vitrines
Montanhas e vales
Declives e acentos
Espelhos
Neve em seus braços
Suspiros molhados
Imagens
Nuvens em laço
Ternos compassos
Miragens
Lê
Rio tranqüilo
O sorriso das nuvens
De castelos refeitos
Em mares bravios
Rio tranqüilo
De praias serenas
E pontes em arco
No espelho das águas
Rio tranqüilo
Quando planto a semente
E penso na rosa
No sonho eterna
Rio tranqüilo
De quedas em cores
De arcos em íris
Risíveis amores
O sorriso das nuvens
De castelos refeitos
Em mares bravios
Rio tranqüilo
De praias serenas
E pontes em arco
No espelho das águas
Rio tranqüilo
Quando planto a semente
E penso na rosa
No sonho eterna
Rio tranqüilo
De quedas em cores
De arcos em íris
Risíveis amores
Ser
Eu sou eu
E mais nada
Fujo das prisões
Das definições
Nas grades as grandes
Explicações
Se sou algo
E não só o que sou
Já nem sei mais
O que não sou
Querem minhas partes
Nas bandejas de prata
Das ordens da arte
Ars não sou
Pois se sou, sou eu
E eu vou ser
Os seus artifícios
São só malefícios
Ars não sou
Eu sou eu
E mais nada
E mais nada
Fujo das prisões
Das definições
Nas grades as grandes
Explicações
Se sou algo
E não só o que sou
Já nem sei mais
O que não sou
Querem minhas partes
Nas bandejas de prata
Das ordens da arte
Ars não sou
Pois se sou, sou eu
E eu vou ser
Os seus artifícios
São só malefícios
Ars não sou
Eu sou eu
E mais nada
Intencionalidades
Penso que
Você
Acha que
Eu
Imagino que
Você
Suspeita que
Eu
Acredito que
Você
Entende que
Eu
Quero que
Você
Pense.
Você
Acha que
Eu
Imagino que
Você
Suspeita que
Eu
Acredito que
Você
Entende que
Eu
Quero que
Você
Pense.
Insatisfação
Feitos
Imperfeitos
Do início dolorosa consciência
Despertar de solitária finitude
Melancolia de triste sapiência
Feitos
Trejeitos
Ajustes do eu ao todo
Embustes do todo no eu
Identidades perdidas em massa
Feitos
Desfeitos
Rumores de entropia
Esvoaçam sem cor
Da vida se vai o sabor
Feitos
Insatisfeitos
Imperfeitos
Do início dolorosa consciência
Despertar de solitária finitude
Melancolia de triste sapiência
Feitos
Trejeitos
Ajustes do eu ao todo
Embustes do todo no eu
Identidades perdidas em massa
Feitos
Desfeitos
Rumores de entropia
Esvoaçam sem cor
Da vida se vai o sabor
Feitos
Insatisfeitos
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Lebenswelt
Meus olhos
Não os vejo
Presenças ausentes
No lume fantasma
Do espelho avante
Meus olhos
Não os vejo
Construo sentidos
Por meio dos meios
No fundo distante
Meus olhos
Não os vejo
Farejo as cores
Perdidas no branco
Dos raios passantes
Meus olhos
Não os vejo
Não os vejo
Presenças ausentes
No lume fantasma
Do espelho avante
Meus olhos
Não os vejo
Construo sentidos
Por meio dos meios
No fundo distante
Meus olhos
Não os vejo
Farejo as cores
Perdidas no branco
Dos raios passantes
Meus olhos
Não os vejo
Corpo
Meu cárcere
Meu cálice
Covil de paixões desenfreadas
Tecido de sensações alucinadas
Povoado de cobiças
E desejos insanos
De ti verte o prazer
O enredar-se na trama do real
Tocar superfícies geladas
Que ardem na pele queimada
Massa disforme de ordem pretensa
Cativo entrópico de nascimento
Morre um pouco a cada instante
Seus nacos desintegram-se lentos
Em ti realizo o sonho
Desço à terra o impossível
Navego caminhos errantes
Mudo em sinas vaticínios
Em febris estados me lança
Importuna-me com seus reclames
Passeios de êxtase anseia
Dos toques das moças faz enxames
Por ti enxergo as cores
Me lanço para fora do espelho
Caminho altissonante
Eterno devaneio
Meu cálice
Meu cárcere
Meu cálice
Covil de paixões desenfreadas
Tecido de sensações alucinadas
Povoado de cobiças
E desejos insanos
De ti verte o prazer
O enredar-se na trama do real
Tocar superfícies geladas
Que ardem na pele queimada
Massa disforme de ordem pretensa
Cativo entrópico de nascimento
Morre um pouco a cada instante
Seus nacos desintegram-se lentos
Em ti realizo o sonho
Desço à terra o impossível
Navego caminhos errantes
Mudo em sinas vaticínios
Em febris estados me lança
Importuna-me com seus reclames
Passeios de êxtase anseia
Dos toques das moças faz enxames
Por ti enxergo as cores
Me lanço para fora do espelho
Caminho altissonante
Eterno devaneio
Meu cálice
Meu cárcere
Autógrafo
Autógrafo
Auto grafo
No nome o eu
Sou pelo nome
Nomeio
No meio
Da vida o nascer
Vem pelo nome
Auto grafo
No nome o eu
Sou pelo nome
Nomeio
No meio
Da vida o nascer
Vem pelo nome
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Abismo do Ser
Eu sou eu
e só eu
Aético
Antiético
Antitético
Cêntrico
Egocêntrico
Corpocêntrico
Antropocêntrico
Nós
Eles
Vós
Aqueles
São fora
São nada
Estão fora
Estão nada
e só eu
Aético
Antiético
Antitético
Cêntrico
Egocêntrico
Corpocêntrico
Antropocêntrico
Nós
Eles
Vós
Aqueles
São fora
São nada
Estão fora
Estão nada
Placelor
Dragão bicéfalo
Que vãs consciências arrebata
Ao topo do mundo
Dor que me apraz
Prazer que me traz dores
Gêmeos mortais
Na busca de um
O outro encontrar
Na face do outro
Aquele enxergar
Prazer que arrebata
Dor que maltrata
A mesma maldita
De todos bendita
Sublime gozar
Suplício sofrer
Dor que arrebata
Prazer que maltrata
Humano destino
Perdido vagar
Em mar de sereias
Seu canto escutar
Prazeres promessas
Dores concretas
Na festa do mundo
O limpo e o imundo
Que vãs consciências arrebata
Ao topo do mundo
Dor que me apraz
Prazer que me traz dores
Gêmeos mortais
Na busca de um
O outro encontrar
Na face do outro
Aquele enxergar
Prazer que arrebata
Dor que maltrata
A mesma maldita
De todos bendita
Sublime gozar
Suplício sofrer
Dor que arrebata
Prazer que maltrata
Humano destino
Perdido vagar
Em mar de sereias
Seu canto escutar
Prazeres promessas
Dores concretas
Na festa do mundo
O limpo e o imundo
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Minha Pena
A mão que guia
É a mão que forma
Pegadas em nanquim gravadas
A mão que guia
É a mão que deforma
Arcos tesos de idéias
A mão que guia
É a mão que transforma
Infunde cristais em sentidos vazios
Rompe os alvos silêncios
Sons faz etéreos
Sonhos faz eternos
É a mão que forma
Pegadas em nanquim gravadas
A mão que guia
É a mão que deforma
Arcos tesos de idéias
A mão que guia
É a mão que transforma
Infunde cristais em sentidos vazios
Rompe os alvos silêncios
Sons faz etéreos
Sonhos faz eternos
Padre Nosso
Por seu Nome
Chama à vida
O corpo silente
Por seu Reino
Transforma a água
No fogo da mente
Por sua Vontade
Sustenta o braseiro
Do ser vivente
Por seu Perdão
Recebe o fraco
Em alma dormente
Por seu Poder
Liberta o cativo
Do riso demente
Por seu Amor
Carrega as dores
Da alma temente
Chama à vida
O corpo silente
Por seu Reino
Transforma a água
No fogo da mente
Por sua Vontade
Sustenta o braseiro
Do ser vivente
Por seu Perdão
Recebe o fraco
Em alma dormente
Por seu Poder
Liberta o cativo
Do riso demente
Por seu Amor
Carrega as dores
Da alma temente
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sintagmas
Letras vadias
Enredam-se, endoidam-se,
Misturam-se
Em tragédias e comédias
As mesmas letras
Pedaços de alma rasgada
Rasgos de alma penada
Vadias - passeiam,
Misturam-se, enredam-se,
Endoidam-se
De espartanas realidades construtoras
Sentir não podem, quiçá viver
Mas o mundo a si reduzem
Aprisionando sentidos
Vadias – combinam-se,
Transformam-se, endoidam-se,
Enredam-se
Em sílabas, frases, suspiros.
Poemas, brinquedos, folguedos
Pedaços de alma rasgada
Rasgos de alma penada
Enredam-se, endoidam-se,
Misturam-se
Em tragédias e comédias
As mesmas letras
Pedaços de alma rasgada
Rasgos de alma penada
Vadias - passeiam,
Misturam-se, enredam-se,
Endoidam-se
De espartanas realidades construtoras
Sentir não podem, quiçá viver
Mas o mundo a si reduzem
Aprisionando sentidos
Vadias – combinam-se,
Transformam-se, endoidam-se,
Enredam-se
Em sílabas, frases, suspiros.
Poemas, brinquedos, folguedos
Pedaços de alma rasgada
Rasgos de alma penada
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A vida é uma vela
Ora desfaz lenta -
Desequilíbrio estável da cera.
Queimando longos pavios,
Exalando morosa seus pingos lodosos.
Ora despedaça com força -
Desequilíbrio estável da cera.
Consumindo seu próprio corpo,
Pingando vapores de instantâneo fátuo.
Ora liquefaz de uma vez -
Desequilíbrio estável da cera.
Incinerando lembranças,
Derretendo imagens em densa fumaça.
Sumir lenta,
Traz o prazer dos dias,
E o enfado dos dias.
Marasmo de um tempo que só se repete.
Partir lépida,
Traz a emoção da aventura,
E o vazio da desventura.
Prazeres fugazes que não se repetem.
Desaparecer,
Traz a marca do herói,
E o ridículo do herói.
- Símbolo é sempre para os outros.
Desequilíbrio estável da cera.
Queimando longos pavios,
Exalando morosa seus pingos lodosos.
Ora despedaça com força -
Desequilíbrio estável da cera.
Consumindo seu próprio corpo,
Pingando vapores de instantâneo fátuo.
Ora liquefaz de uma vez -
Desequilíbrio estável da cera.
Incinerando lembranças,
Derretendo imagens em densa fumaça.
Sumir lenta,
Traz o prazer dos dias,
E o enfado dos dias.
Marasmo de um tempo que só se repete.
Partir lépida,
Traz a emoção da aventura,
E o vazio da desventura.
Prazeres fugazes que não se repetem.
Desaparecer,
Traz a marca do herói,
E o ridículo do herói.
- Símbolo é sempre para os outros.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Ars Nova
Na excelência idênticos
Todos artistas são
Prendendo o belo
Com a arte das mãos
Com fogo marcar
Paisagens de vento
De água regar
Sementes do tempo
Entender o sentido
De mundos perdidos
Fazer sustenidos
Em sóis derretidos
Ver o que não se viu
Na foto do lance
Momentos distantes
Ideal alcance
Saber registrar
O tempo passar
Poder escolher
O sabor do viver
Todos artistas são
Prendendo o belo
Com a arte das mãos
Com fogo marcar
Paisagens de vento
De água regar
Sementes do tempo
Entender o sentido
De mundos perdidos
Fazer sustenidos
Em sóis derretidos
Ver o que não se viu
Na foto do lance
Momentos distantes
Ideal alcance
Saber registrar
O tempo passar
Poder escolher
O sabor do viver
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Diálogo entre o Sol e a Terra
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se de tuas tórridas superfícies
Sustento vida nenhuma logra obter?
- Sei que me invejas...
Meus hélios raios
Brilhantes e puros.
Não são deles, afinal,
Que as vidas logram se suster?
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se desses hélios raios,
Quando seu auge atingem,
Todos se põem a esconder?
- Sei que me invejas...
Minha luz fulgurante
Resplandece e faz dia.
Não é ela, afinal,
Que sinônimo do bem se fez?
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se nas minhas tenras entranhas
Prenhe estou de vidas,
Enquanto que das tuas inóspitas clareiras,
Sequer almas se aproximam?
- Sei que me invejas...
Pois se vidas as têm
Em seu ventre de rocha inerte,
Sou eu quem as nutre
De calor e energia.
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se de ti as vidas conhecem apenas
Uma face hostil, em fogo coberta,
Quando de mim saem e a mim tornam
Esses meus pequeninos?
- Sei que me invejas...
Pois se em ti crescem e perecem,
Comigo é que eles sonham
E de mim fizeram deus.
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se em suas próprias chamas morrerás,
Em explosão sem par!
Fria e vazia afinal.
- Sei que me invejas...
Pois espetáculo serei ao morrer,
E permanecerei longo após.
Quanto a ti, comigo morrerás,
Em meu esplendor te consumirei
E sequer lembrada serás.
Se de tuas tórridas superfícies
Sustento vida nenhuma logra obter?
- Sei que me invejas...
Meus hélios raios
Brilhantes e puros.
Não são deles, afinal,
Que as vidas logram se suster?
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se desses hélios raios,
Quando seu auge atingem,
Todos se põem a esconder?
- Sei que me invejas...
Minha luz fulgurante
Resplandece e faz dia.
Não é ela, afinal,
Que sinônimo do bem se fez?
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se nas minhas tenras entranhas
Prenhe estou de vidas,
Enquanto que das tuas inóspitas clareiras,
Sequer almas se aproximam?
- Sei que me invejas...
Pois se vidas as têm
Em seu ventre de rocha inerte,
Sou eu quem as nutre
De calor e energia.
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se de ti as vidas conhecem apenas
Uma face hostil, em fogo coberta,
Quando de mim saem e a mim tornam
Esses meus pequeninos?
- Sei que me invejas...
Pois se em ti crescem e perecem,
Comigo é que eles sonham
E de mim fizeram deus.
- Por que te invejaria eu, ébrio,
Se em suas próprias chamas morrerás,
Em explosão sem par!
Fria e vazia afinal.
- Sei que me invejas...
Pois espetáculo serei ao morrer,
E permanecerei longo após.
Quanto a ti, comigo morrerás,
Em meu esplendor te consumirei
E sequer lembrada serás.
Sobre cachorros e lobos
Caiu de lado
Do lado oposto
A bola murcha
Do dia a dia
Qual!
Caiu de lado
Do lado oposto
A bola cheia
Do sumo brilhante
Qual!
O muro no mesmo
É o mesmo do muro
O muro é o mesmo
Mas nós não o somos
À cheia nós vamos
A murcha deixamos
Qual!
Do lado oposto
A bola murcha
Do dia a dia
Qual!
Caiu de lado
Do lado oposto
A bola cheia
Do sumo brilhante
Qual!
O muro no mesmo
É o mesmo do muro
O muro é o mesmo
Mas nós não o somos
À cheia nós vamos
A murcha deixamos
Qual!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Fuá
Âncoras vazias
em potes de cera
Trafegam solenes
Nos vasos da lua
Pêndulos sombrios
em caixas serenas
Movem tristonhos
As ruas do tempo
Chaves desertas
e morros distantes
Partem silentes
Nas trilhas da alma
Pilhas marinhas
em dunas de seda
Acendem no espanto
Os caminhos do vento
em potes de cera
Trafegam solenes
Nos vasos da lua
Pêndulos sombrios
em caixas serenas
Movem tristonhos
As ruas do tempo
Chaves desertas
e morros distantes
Partem silentes
Nas trilhas da alma
Pilhas marinhas
em dunas de seda
Acendem no espanto
Os caminhos do vento
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Esquinas
Na vida são muitas
Esquinas vertidas
Andares sem volta
Nas voltas da vida
Primeiras esquinas
Olhares do novo
Nem sempre o bom
Às vezes renovo
Esquinas erradas
Em ruas vazias
Bueiros abertos
A tristes sangrias
Luminares esquinas
Ao céu caminhantes
Nas trilhas da luz
Limiares errantes
Esquinas sombrias
Têm cheiro de morte
Sorvendo marotas
O fausto da sorte
Esquinas vertidas
Andares sem volta
Nas voltas da vida
Primeiras esquinas
Olhares do novo
Nem sempre o bom
Às vezes renovo
Esquinas erradas
Em ruas vazias
Bueiros abertos
A tristes sangrias
Luminares esquinas
Ao céu caminhantes
Nas trilhas da luz
Limiares errantes
Esquinas sombrias
Têm cheiro de morte
Sorvendo marotas
O fausto da sorte
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ovo
Uma paz tranquila recende
No horizonte, calmaria
Aí minh'alma varia
Oh ovo
De tênues fragilidades
e tão fina casca,
por que te quebras tão gentil?
Por que és branco, amarelo, vermelho, anil?
Oh ovo
Fruto de safas leviandades
e tão leve massa,
por que te pões a rolar?
Por que é ovo, ova, oval?
Oh ovo
Atende meus apelos
Mostre-me teus pelos
A paz tranquila se vai
No horizonte, tenebrosidades
Aí minh'alma se acalma
No horizonte, calmaria
Aí minh'alma varia
Oh ovo
De tênues fragilidades
e tão fina casca,
por que te quebras tão gentil?
Por que és branco, amarelo, vermelho, anil?
Oh ovo
Fruto de safas leviandades
e tão leve massa,
por que te pões a rolar?
Por que é ovo, ova, oval?
Oh ovo
Atende meus apelos
Mostre-me teus pelos
A paz tranquila se vai
No horizonte, tenebrosidades
Aí minh'alma se acalma
Assinar:
Comentários (Atom)