terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cidadania

A Cida e
A Aninha

Se vão escorrendo aos muitos,
E se dando aos poucos.
Promessas de papel silente.

A Cida e
A Aninha

Pela porta dos fundos,
Fogem longe os franceses!
Travessas em mãos vazias.

A Cida e
A Aninha

Se perdem na fila dos direitos,
E ao dever se prendem escorreitos.
Dádivas de sentido inerte.

A Cida e
A Aninha

Buscaram do seu jeito aprender,
Pois o jeito é transcender –
Sistemas de partes sozinhas.

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