Ei João,
Desliga a televisão!
Viva sua vida por si,
Abrace o real, agarre-se a ele.
Sinta as dores, os cheiros, sabores,
Sangre e sue com água e sangue!
Ei José
Cê é um mané!
Preso no pó de seus pobres livros,
Não sabe da última a nova notícia.
Passa o tempo perdido no vento,
Cansando a cabeça com seus pensamentos!
Ei João,
Desliga a televisão!
Deixe as etéreas paragens,
E seus farrapos de vida.
Esqueça os fantasmas que a tela povoam,
Fale ao vizinho do dia de hoje!
Ei José,
Cê é um mané!
De mornos vizinhos já me estou cheio,
Trocá-los não vou e não quero,
Pelos doces segredos burgueses,
Em novelas desfiados.
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que acredita,
Nos sonhos vazios da pobre caixinha?
Nas vãs fantasias de grandes e tolas
Mesquinharias?
Ei José,
Cê é um mané!
Na tela eu vejo as tenras estrelas
Com brilhos nos olhos
Os olhos são meus!
Ei João,
Desliga a televisão!
Será que não sabe que ela tem dono?
Seus filhos, seus pais, quem dela nasceu,
Nada mais são que os fariseus?
- Viva!
- Vivem!
- Pense!
- Pensam!
- Sinta!
- Sentem!
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